2019/02/23

Gig Economy

Freelance Economy, economia sob procura, economia dos "biscates" (Portugal) ou "bicos" (Brasil)


Fonte: https://www.pchalliance.org/news/what-does-gig-economy-mean-patients

É o ambiente ou o mercado de trabalho que compreende:  
  • os trabalhadores temporários e sem vínculo laboral (freelancers, independentes) e;
  • as empresas que contratam estes trabalhadores independentes, para serviços pontuais e isentos de regras como número de horas trabalhadas (o chamado “horário comercial”). 
O termo não é novo mas é uma tendência mundial na era digital, impulsionado por empresas como Uber, Airbnb e Amazon — esta última, mais ainda depois de criar o programa de entregas Amazon Flex, que paga entre 18 e 25 dólares para que o courier (serviço de entregas rápidas) entregue os pacotes

O trabalhador GIG ou "on demand" (nova nomenclatura da designada “economia de gratificação instantânea”). Trabalha e recebe, de acordo com a entrega; gere o seu tempo que estará diretamente ligado à sua capacidade de entrega, de desempenho, de competência e ao desejo ou motivação de gerar maiores ganhos financeiros. 
Na Economia GIG, não apresenta qualquer tipo de benefício ou direito trabalhista pois terminado o "objeto do contrato", a relação chega ao fim.
PIERRE KLEINHOUSE 🔗https://hbr.org/2018/03/thriving-in-the-gig-economy

Um estudo feito pelo JPMorgan Chase Institute revela que o número Gig Workers nos EUA cresceu 10 vezes desde 2012 e que 4% de adultos já trabalhou, pelo menos uma vez, nesse mercado. Um outro estudo, da Intuit Research, prevê que até 2020 a Economia GIG compreenderá 40% dos trabalhadores americanos. O texto Uber is just the tip of the iceberg: The gig economy isleveraging the human cloud (Uber é apenas a ponta do iceberg: a economia gig está a aproveitar a nuvem humana), recém-publicado na seção de finanças do Yahoo!, diz que a Gig Economy tem tudo a ver com flexibilidade: empregadores podem contratar trabalhadores, segundo procuras pontuais e em variados mercados e regiões, sem necessidade de ficarem confinados aos escritórios e cumprir horário fixo.

Quem inventou: Segundo o professor de Pós-Graduação e MBA em Marketing Digital da ESPM-SP, Ricardo Murer: "A Gig Economy não pode ser considerada uma invenção e deve ser entendida como uma confluência de fatores económicos, políticos e sociais. O termo ‘GIG’ aparece pela primeira vez numa peça de Jack Kerouac, de 1952, na qual ele narra um trabalho temporário realizado para ferrovia Southern Pacific, em San Jose, USA. É na década de 1950, também nos Estados Unidos, que a geração ‘beat’ vai aceitar qualquer tipo de trabalho parcial e sem vínculos como parte de uma experiência de vida. Portanto, a ideia não é nova.


Ler mais:
Gig economy. A nova moda do mercado laboral não serve a Portugal


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